DESINFORMAÇÃO E FAKE NEWS: UM ESTUDO TRANSVERSAL SOBRE O IMPACTO NA RESISTÊNCIA À VACINAÇÃO EM IDOSOS
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https://doi.org/10.17564/2316-3798.2026v10n2p123-138Publicado
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Resumo
Em um estudo conduzido na região do Maciço do Baturité, no Ceará, Brasil, buscou-se entender como a desinformação impacta a resistência à vacinação entre idosos com mais de 60 anos. Para isso, foram entrevistados 202 idosos em unidades de saúde das cidades de Redenção e Acarape, por meio de questionários presenciais que permitiram coletar informações detalhadas. Os dados foram analisados com ferramentas estatísticas para explorar quais fatores poderiam estar relacionados à crença em notícias falsas e à hesitação em se vacinar. Os resultados mostraram que 145 participantes, ou seja, 71,8%, relataram exposição a notícias falsas, mas isso não apresentou uma relação estatisticamente significativa com suas opiniões sobre vacinas, com um valor p de 0,104. No entanto, observou-se que as mulheres relataram maior exposição à desinformação, com um valor p de 0,079, sugerindo uma tendência interessante. Por outro lado, idosos com maior participação em atividades religiosas demonstraram maior confiança nas vacinas contra a COVID-19, com um valor p de 0,006, indicando uma diferença notável. Curiosamente, o nível de escolaridade não pareceu influenciar de forma significativa a confiança nas vacinas, já que o valor p foi de 0,388. Embora não tenha sido encontrada uma conexão direta e significativa entre notícias falsas e resistência à vacinação, o estudo destaca que fatores como gênero e religiosidade influenciam a forma como os idosos percebem a desinformação e confiam nas vacinas. Isso reforça a necessidade de desenvolver estratégias de comunicação que levem em conta as particularidades culturais, religiosas e socioeconômicas para promover uma maior adesão à vacinação nesse grupo.













