DESAFIOS DA INSERÇÃO DE PESSOAS TRANSGENERO NO MERCADO DE TRABALHO
DOI:
https://doi.org/10.17564/2316-3143.2026v9n3p86-103Publicado
Downloads
Downloads
Edição
Seção
Licença
Oferece acesso livre e imediato ao seu conteúdo, seguindo o princípio de que disponibilizar gratuitamente o conhecimento científico contribui para a democratização do saber. Assume-se que, ao submeter os originais os autores cedem os direitos de publicação para o Caderno de Graduação. O autor(a) reconhece esta como detentor(a) do direito autoral e ele autoriza seu livre uso pelos leitores, podendo ser, além de lido, baixado, copiado, distribuído e impresso, desde quando citada a fonte.Resumo
O presente estudo tem como objetivo analisar os desafios enfrentados por pessoas transexuais e travestis no acesso e na permanência no mercado de trabalho formal brasileiro, considerando o contexto social marcado pela transfobia estrutural e pela desigualdade de oportunidades. Inserido no tema da diversidade e inclusão nas organizações, o estudo busca compreender como fatores sociais, institucionais e organizacionais influenciam as trajetórias profissionais dessa população. Para isso, estabelece como objetivos específicos: identificar as barreiras sociais, culturais e institucionais que dificultam a inserção laboral; investigar as estratégias individuais e coletivas utilizadas para mitigar tais obstáculos; e analisar os impactos dessas dificuldades na qualidade de vida e no desenvolvimento profissional de pessoas trans.
Metodologicamente, trata-se de uma pesquisa qualitativa, de caráter descritivo, desenvolvida por meio de estudo de casos múltiplos. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com três participantes que se autodeclaram transexuais ou travestis, inseridos ou em busca de inserção no mercado formal. A análise dos dados ocorreu à luz da técnica de análise de conteúdo, permitindo identificar padrões, divergências e significados presentes nos relatos. Os resultados evidenciam a persistência de barreiras como discriminação em processos seletivos, microagressões no ambiente de trabalho, ausência de políticas inclusivas, desrespeito ao nome social e dificuldades no uso de banheiros e vestiários. Revelam também estratégias de enfrentamento como gestão da identidade, busca por qualificação profissional, empreendedorismo, redes de apoio e participação em movimentos sociais. Conclui-se que a inclusão efetiva de pessoas trans exige ações institucionais estruturadas, compromisso ético-político e políticas organizacionais que promovam equidade e reconhecimento.
Palavras-chave: diversidade de gênero; empregabilidade; inclusão social.







