DO PUNITIVO AO RESTAURATIVO: UM NOVO OLHAR SOBRE OS CONFLITOS ESCOLARES
A NEW LOOK AT SCHOOL CONFLICTS
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https://doi.org/10.17564/2316-3143.2026v9n3p104-112Publicado
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A resolução de conflitos no ambiente escolar tem sido tradicionalmente pautada por medidas punitivas que, embora restabeleçam a ordem momentaneamente, não enfrentam as causas estruturais dos conflitos nem promovem o desenvolvimento emocional dos envolvidos. Nesse contexto, a Justiça Restaurativa (JR) surge como uma proposta transformadora, centrada no diálogo, na empatia e na responsabilização mútua. Este artigo tem como objetivo avaliar os efeitos da inserção das práticas restaurativas no ambiente escolar, por meio de uma revisão integrativa da literatura. A pesquisa foi realizada nas bases SciELO, Lume e DOAJ, utilizando descritores como “Justiça Restaurativa”, “Conflitos nas Escolas” e “Violência nas Escolas”. Dos 158 artigos inicialmente encontrados, 13 atenderam aos critérios de inclusão. Os estudos analisados demonstram que a JR, quando aplicada de forma estruturada e colaborativa, contribui significativamente para a redução de conflitos, o fortalecimento dos vínculos interpessoais e a construção de uma cultura de paz nas escolas. Experiências relatadas em diferentes contextos brasileiros evidenciam melhorias no clima escolar, na mediação de conflitos e na formação de sujeitos mais empáticos e colaborativos. Apesar dos avanços, a implementação da JR enfrenta desafios, como a resistência de parte da comunidade escolar e a necessidade de formação continuada dos profissionais da educação. Conclui-se que a Justiça Restaurativa possui grande potencial para transformar a cultura escolar, desde que seja adotada como uma política institucional integrada, com o envolvimento ativo de toda a comunidade educativa.







